Colégio impede concorrente de fazer propaganda enganosa

A 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) atendeu a pedido do Instituto do Triângulo de Educação e Culturas Ltda. (Itec) para impedir que o colégio Nacional (Instituto de Educação Global) divulgue em site institucional, mídia impressa, material publicitário publicado em jornal e outdoors que havia se classificado em primeiro lugar na média geral do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de Uberlândia e Triângulo Mineiro.
A 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) atendeu a pedido do Instituto do Triângulo de Educação e Culturas Ltda. (Itec) para impedir que o colégio Nacional (Instituto de Educação Global) divulgue em site institucional, mídia impressa, material publicitário publicado em jornal e outdoors que havia se classificado em primeiro lugar na média geral do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de Uberlândia e Triângulo Mineiro.

De acordo com o Itec, a primeira colocação coube à instituição, mas o colégio Nacional, que ficou em segundo lugar no ranking de Uberlândia e em terceiro no do Triângulo Mineiro de 2011, estaria difundindo informação errônea para atrair alunos e induzir a erro os consumidores.

A instituição ajuizou ação contra o Nacional em dezembro de 2012, pedindo que, antes do julgamento do mérito, o concorrente fosse obrigado a suspender a veiculação das propagandas.

O colégio Nacional, nesta etapa, não apresentou contestação. O juízo da 2ª Vara Cível de Uberlândia entendeu que não havia ameaça ao direito do Itec, porque a publicidade do Nacional afirmava que ele era o primeiro colocado apenas na média das notas de redação e não na soma de todas as disciplinas.

O Itec reiterou suas razões em agravo de instrumento junto ao TJMG, sustentando que o rival praticava publicidade enganosa e abusiva, adotando métodos comerciais desleais.

Para o Instituto do Triângulo de Educação e Culturas, a média geral vencedora era a sua, e o colégio Nacional adulterou as informações oficiais do Ministério da Educação e da Cultura, causando dano à instituição mais bem colocada e à coletividade.

O colégio Nacional argumentou que disponibilizou no site do Instituto de Educação Global a informação de que foi o primeiro colocado do Enem na média com a nota de redação, “a prova mais importante do exame”.

A empresa ressaltou, ainda, que já retirou os anúncios questionados, para evitar equívocos de interpretação, portanto a decisão de Primeira Instância deveria ser mantida.

Em caráter liminar, o desembargador Newton Teixeira Carvalho, em janeiro de 2013, deferiu a tutela antecipada, por considerar a possibilidade de o Itec sofrer lesão grave e de difícil reparação na forma do prejuízo na disputa por estudantes.

Ele determinou que o Nacional se abstivesse de divulgar dados diversos do resultado do Enem, sob pena de multa diária de R$ 300, limitada a R$ 30 mil.

No julgamento do mérito, o desembargador, que foi o relator do recurso, salientou que o colégio Nacional não apresentou prova de que seu comportamento era idôneo nem que a propaganda refletisse a realidade de forma honesta para os consumidores.

Assim, ele manteve a decisão, sendo seguido pelos desembargadores Cláudia Maia e Alberto Henrique.
 
 

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