Walmart deve pagar R$ 15 mil a funcionário chamado de 'lerdo' pelo alto-falante

A Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul condenou a rede de supermercados Walmart ao pagamento de uma indenização por danos morais a um ex-funcionário de uma de suas unidades em Porto Alegre. Segundo a ação, chefes e supervisores usavam caixas de som para chamar a atenção dos funcionários que apresentavam baixo rendimento.
A Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul condenou a rede de supermercados Walmart ao pagamento de uma indenização por danos morais a um ex-funcionário de uma de suas unidades em Porto Alegre. Segundo a ação, chefes e supervisores usavam caixas de som para chamar a atenção dos funcionários que apresentavam baixo rendimento.

A indenização de R$ 15 mil foi concedida a um auxiliar de depósito que se sentiu humilhado com a forma como era cobrado pelos seus superiores. Além de chamarem sua atenção pelo sistema de som da empresa, seu nome era colocado em um mural onde era relacionado à baixa produção.

De acordo com testemunhas, os chefes citavam os nomes dos funcionários e diziam, por exemplo: "Atenção fulano, sua produção está baixa. Anda, aranha, vamos, lerdo!".

Em uma das reuniões da empresa, os chefes teriam se referido a alguns funcionários como “as frutas estragadas da caixa”, o que gerou gozações entre os colegas de trabalho.

Para o desembargador que analisou o processo, Wilson Carvalho Dias, “os empregados estavam submetidos à tortura psicológica, pois a rede varejista se aproveitava de seu poder de mando para submetê-los a situações como as trazidas ao processo. Afinal, é natural que temessem a perda de seus empregos”.

Concluiu o magistrado que “chamar a atenção de funcionário por meio de microfone e expor o seu baixo rendimento no mural de trabalho, à vista dos demais colegas de setor, são atos desrespeitosos, pois ferem sua dignidade e autoestima”.

Procurado por meio da assessoria de imprensa, o Walmart não havia se manifestado até o fechamento desta edição. A empresa ainda pode recorrer da decisão.

Por meio da assessoria de imprensa, o Walmart informou que "repudia veementemente qualquer ato de desrespeito e discriminação e que comportamentos como os relatados não estão de acordo com os princípios de ética e respeito ao indivíduo, sob os quais todos os funcionários da empresa são orientados".

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